domingo, 13 de dezembro de 2015

O Círculo Mágico


O Círculo Mágico é um determinado espaço que proporciona uma maior proteção, maior foco, aumento energético, maior conectividade entre o nosso o outro plano; e com você e as energias divinas durante um ritual. Algo como uma bolha de energia envolvendo o bruxo e seu ritual naquele momento.
O Círculo Mágico pode ser usado em rituais, meditações, feitiços, estudos (não só os mágicos) e muito mais.
Fechar um Círculo Mágico é contruí-lo, mas como posso fazer isso? É muito simples e há várias maneiras. Vamos agora aprender sobre uma dessas maneiras.


FECHANDO UM CÍRCULO MÁGICO

Maneiras de criar um círculo:
  1. Com sua Varinha Mágica ou Cajado.
  2. Com suas Mãos.
  3. Com Pedras ou Cristais.
  4. Com seu Athame ou Adaga.
  5. Com um Incenso.(Ar)
  6. Com uma Vela.(Fogo)
  7. Com Água.
  8. Com Terra.
  9. Com um Galho.
  10. Com Ervas.
Enfim, com infinitas possibilidades à escolha que melhor se adapte à vontade e necessidade do bruxo naquele momento.
Escolhendo qualquer instrumento acima você determina o espaço e esticando seus braços, vá circulando o local no sentido horário, visualizando uma bolha, parede, barreira se formando por onde você passar, gire cinco vezes.
Porque 5 vezes e em sentido horário? É simples, girando cinco vezes você estará chamando pela proteção dos 5 elementos sagrados recitando as palavras  abaixo. E em sentido horário pois você esta chamando e não se despedindo (ainda) desta energia. E é importante uma visualização bem forte deste círculo. Ah, e escolha um espaço onde dê para você se mexer livremente sem sair de dentro dele.

Enquanto gira fechando o círculo, diga : 
''-Crio agora este círculo 
com (diga o instrumento usado) 
para minha proteção.
 Abençoo este local e 
determino que aqui seja, por agora, 
um portal entre dois mundos. 
A energia aqui presente 
não sairá deste círculo e 
fará de mim a ponte 
entre os dois mundos 
que aqui se fazem presentes.
O círculo esta feito e só por mim será desfeito.'' 
Após terminar os dizeres, pode começar seu ritual. Caso o ritual seja para alguma divindade, pode já fazer o chamado neste momento e pedir que a divindade o ajude a fechar o círculo e abençoá-lo.

Caso tenha algum problema com visualização, fechar e abrir círculos é um ótimo treino. E você também pode riscar o círculo no chão também com sua Varinha, Adaga. Traçar com Giz, Terra, Pedras, Flores ou até mesmo uma opção bem especial, encontrar um Círculo de Fadas. Círculos de Fadas são círculos naturais feitos por um anel de cogumelos, dentro deste anel a energia é perfeita para todos os tipos de rituais, mas lembre-se de que há provavelmente fadas ali cuidando deles, então devemos pedir permissão e até mesmo deixar algum presentinho para elas quando sairmos.

ABRINDO UM CÍRCULO MÁGICO

Após terminar seu ritual é hora de desmontar a parede energética, e como se faz isso? É mais fácil ainda, girando cinco vezes em sentido anti-horário estendendo os braços com o mesmo instrumento usado para fechar o círculo e dizendo as palavras abaixo.

Enquanto gira abrindo o círculo, diga:
''-Desfaço-me deste círculo agora
com (diga o instrumento usado)
pois já garantiu minha segurança.
O local esta abençoado,
mas o portal entre os mundos
agora não existe mais aqui.
A energia é dissipada por mim
e agora não mais se concentra aqui
O círculo que por mim foi feito agora esta desfeito.''
Após terminar os dizeres, pode desmontar tudo e desfazer o círculo físico no chão, se o fez.

Texto e Imagem: Henrique Barbosa
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sábado, 12 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XXI

XXI - O Mundo

Após esta grande jornada introspectiva o Louco retorna ao Mundo (21), mas agora com uma compreensão muito mais ampla e completa de si mesmo, pois ele passou por todas as partes do seu eu para alcançar a plenitude. Agora o Louco vive a experiência de estar completo, com felicidade e realização. O Mundo é o fim da jornada do Louco, que agora vê que pode prosperar em tudo na sua vida com muita plenitude. Mas também é o início de uma nova jornada, pois o Louco continuará a crescer e a mudar a cada nova descoberta e redescoberta.
Assim a jornada épica do Louco termina onde se iniciou, pois o Mundo mostra o futuro potencial da personalidade que leva ao nascimento do Louco. Foi um longo ciclo, mas o Louco já está pronto para uma nova jornada que o levará a uma maior compreensão sobre si mesmo e o mundo a sua volta. E assim o grande ciclo da vida se reinicia e o Louco está pronto para viver mais uma roda de experiências, realizações e auto-conhecimento.

Texto: Isabella Batista



O Arcano da Alegria e da Celebração da Vida

Dentro de uma grinalda amendoada dança uma personagem nu, coberta só parcialmente por um véu que desce do seu ombro esquerdo; na mão do mesmo lado traz uma vareta. Nos cantos da carta, quatro figuras evocam a representação simbólica tradicional dos evangelistas: anjo, águia, leão e touro (embora este último pareça mais um cavalo).
A grinalda está formada de folhas simples e oblongas (no Tarô de Marselha da editora Grimaud, as folhas do terço superior são amarelas, as do meio vermelhas e as da parte inferior azuis); está amarrada, em cima e embaixo, por laços vermelhos em forma de xis.
Dentro do espaço ovulado que a grinalda limita – com o pé direito pousado sobre um suporte vermelho (ou amarelo) e a perna esquerda dobrada por trás do joelho direito – está a personagem que parece dançar. Sua cara poderia ser masculina, mas tem seios de mulher; o véu curto que o cobre tapa justamente o seu sexo. Em uma mão leva a vara, na outra um objeto indeterminado.
No ângulo superior direito da carta há uma águia, a cabeça aureolada por um círculo vermelho, olhando para a esquerda; no ângulo oposto, um anjo olha para baixo.
Nos ângulos inferiores se vê, à direita, um leão amarelo com auréola rosada, representado de frente; à esquerda, uma espécie de cavalo, o único dos quatro sem auréola. Este último animal, que é visto de três quartos, olha para a frente e para a esquerda. Tanto o leão como o cavalo parecem dotados de asas de composição semelhante às folhas da grinalda.

Significados simbólicos
Finalização, realização. Recompensa. Apoteose. 
Encontrar o próprio lugar no mundo. Centralizar-se.
Alegria de viver. O sensível, a carne, a vida transitória. O equilíbrio inspirado.

Interpretações usuais na cartomancia
Sorte grande, êxito completo. Coroamento da obra, finalização de um processo. Força decisiva. Circunstâncias muito favoráveis, meio propício. Integridade absoluta. Contemplação envolvida.
Êxtase. Alegria, reconhecimento, riqueza.
Representa o elemento feminino. É uma carta de caráter muito individual.
  1. Mental: Grande poder da mente. Tendência para a perfeição. Magistério mental e psíquico.
  2. Emocional: Significa elevação do espírito, sentimentos amorosos no sentido altruísta, sem egoísmo nem sensualidade. Amor à humanidade, tarefas sociais a cumprir. Sentimentos guiados pelo desejo de aperfeiçoar tudo que se faz. Para os artistas: inspiração abundante.
  3. Físico: Experiência rica. Atividades sólidas e brilhantes. Êxito em níveis não transcendentes (mundanos, transitórios). Boa saúde.
  4. Desafios e sombra: Fracasso. Processo que afeta os sentimentos. Sacrifício por amor. Obstáculo formidável. 

Ambiente hostil, todos estão contra. Disposições mundanas. Dispersão, distração. Incapacidade para se concentrar. Grande revés da sorte, ruína. Desconsideração social.


Fonte: Clube do Tarô

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XX

XX - O Julgamento

Agora O Louco está fazendo seu próprio Julgamento (20). Agora as experiências do passado são reunidas e consideradas como parte de um padrão inteligente cujas consequências devem ser compreendidas e aceitas. Agora o Louco está em um acerto de contas consigo mesmo. Com seu falso ego e suas máscaras destruídas, o Louco é capaz de tomar as decisões necessárias para seu futuro. Ele agora sabe escolher sabiamente o que deve valorizar e o que deve descartar. O Julgamento anuncia o fim de um capítulo da vida. Mas não como A Morte, que implica o luto. No Julgamento vemos a clara percepção de quanto fomos autênticos com relação a nós mesmos.

Texto: Isabella Batista


O Arcano da Ressurreição

Na parte superior da carta, rodeado de nuvens, um anjo toca uma trombeta. Na parte inferior, três personagens nus – um dos quais, o do centro, está de costas – parecem estar em atitude de oração.
O personagem que está de costas emerge de uma espécie de sarcófago ou túmulo; seus cabelos são azuis e tem uma tonsura. Ao seu lado, visíveis somente até a cintura, os dois personagens restantes – uma mulher à sua esquerda e um homem com barba, à sua direita – parecem olhar para a figura do centro. Têm as mãos juntas, como numa prece.
Sobre um céu incolor, o anjo está rodeado de um círculo de nuvens azuis, das quais saem vinte raios: dez são amarelos; os outros dez, vermelhos. De suas vestes vê-se apenas um corpete branco e umas mangas azuis (ou vermelhas, em algunas versões). Segura a trombeta com a mão direita, que está próxima da boca; a esquerda apenas a toca, segurando um retângulo com uma cruz.

Significados simbólicos
Os julgamentos essenciais, a avaliação dos rumos da existência.
O despertar. Exame de consciência. Sopro redentor. 
Renovação. A promessa da vida eterna.

Interpretações usuais na cartomancia
Entusiasmo, exaltação emocional, intensidade dos sentimentos, espiritualidade. Capacidades ocultas, dom de adivinhação.
Atos prodigiosos, medicina milagrosa. Santidade, doação.
Renovação, nascimento, retorno de assuntos do passado ou sua atualização. Recados, propaganda, proselitismo, apostolado.
Estar sujeito à avaliação de outros, ser julgado por suas ações.
  1. Mental: O homem convocado a um estado superior; tendências e desejos de elevação.
  2. Emocional: Devoção, exame de consciência.
  3. Físico: Estabilidade nos assuntos que estão encaminhados. Saúde e equilíbrio.
  4. Desafios e sombra: Erro em relação a si mesmo e a todas as coisas; provas e trabalhos que resultarão de um juízo falso.

Vacilação espiritual, ofuscamento da inteligência. Bobo evocador de fantasmas.
Ruído, alvoroço, agitação inútil.


Fonte: Clube do Tarô

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XIX

XIX - O Sol

Apenas a luz do Sol (19) é capaz de trazer a consciência e direcionar a imaginação do Louco, dissipando a escuridão. O Sol faz o Louco sentir e compreender a bondade do mundo. O Sol é o complemento natural da Lua. O Sol representa o espírito do impulso intelectual combinado com a visão do futuro que engloba o ideal da perfeição. Agora o Louco atrai para si tudo o que precisa com grande vitalidade. Com seu falso ego enfraquecido, ele deixa sua consciência radiante se manifestar. Ele descobre que a alegria, e não o medo, está no centro de sua vida. Ele sabe que sua essência é boa e pura e perdoa a si mesmo e aos outros.

Texto: Isabella Batista



O Arcano da Intuição
 
Dois meninos estão de pé diante de um muro, sob um sol com rosto humano, do qual chovem treze lágrimas coloridas.
Os dois personagens vestem apenas uma tanga ou calção (azuis, na ed. Grimaud). O menino que vemos à direita apoia sua mão na nuca de seu camarada, estendendo o braço esquerdo um pouco para trás. O outro tem a sua mão esquerda na altura do plexo solar de seu companheiro, e o braço direito numa posição mais ou menos paralela.
No chão, duas pedras, similares às que aparecem na carta XVI - A Torre. O muro que está por detrás dos meninos é amarelo, com a borda superior vermelha. Na restauração, ao lado, a base é de tijolos azuis.
Do disco solar, humanizado pelo desenho de um rosto visto de frente, surgem 75 raios; 16 têm forma triangular – a metade com as bordas retas e a outra metade com as bordas onduladas — e os 59 restantes são simples raios negros. Treze gotas, ou lágrimas, ocupam o espaço entre o Sol e os meninos.

Significados simbólicos
Vitalidade, alegria. Ressurreição diária ao final da noite.
Intuição, clareza. O princípio celeste. Luz. Razão.
Concórdia. Influência solar.

Interpretações usuais na cartomancia
Discernimento, clareza de juízo e de expressão. Talento literário ou artístico. Paz, harmonia, bom acordo. Felicidade conjugal. Fraternidade, inteligência e bons sentimentos.
Reputação, glória, celebridade. Alegria, sucesso, vitalidade, força, vivacidade. Compreensão, calor, amor, crescimento.
  1. Mental: propósitos elevados. Sabedoria nos escritos, difusão popular harmoniosa; pensamento que alcança grande altura.
  2. Emocional: Afeto cavalheiresco, desvelo, altruísmo. Os grandes sentimentos.
  3. Físico: A saúde, a beleza física. Elemento de triunfo, saída para qualquer situação adversa que se esteja atravessando.
  4. Desafios e sombra: Grande adversidade, sorte contrária, tentativas na escuridão.

Deslumbramento. Vaidade, pose, fanfarrice. Susceptibilidade, amor-próprio.
Miséria dissimulada sob uma fachada exuberante. Aparência simuladora, decoração. Artista fracassado, incompreendido.


Fonte: Clube do Tarô

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XVIII

XVIII - A Lua


A única coisa que atrapalha esta paz que O Louco está sentindo neste momento é a sua vulnerabilidade às ilusões da Lua (18). O Louco ainda está sujeito a fantasias e ilusões de sua mente, tendo uma falsa sensação de verdade. Mas a Lua também pode levar o Louco para as profundezas de seu inconsciente, despertando sua criatividade e sonhos. Esse reino de mistérios já foi encontrado antes em duas cartas: A Sacerdotisa e A Roda da Fortuna. Na Sacerdotisa o Louco tomou consciência de suas intuições e profundezas pessoais. Na Roda ele conheceu o poder do Destino por intermédio de mudanças bruscas que revelaram uma lei “invisível” ou um padrão interior. Na Lua ele encontra o oceano da grande coletividade do inconsciente, do qual a vida emergiu. Assim, o Louco aguarda seu renascimento nas águas do útero maior, consciente de que a seu caminho de desenvolvimento pessoal é uma pequena fração de uma vida ampla e desconhecida.

Texto: Isabella Batista

O Arcano da inteligência instintiva, dos ciclos vitais
 
A Lua parece atrair (ao contrário do Sol) dezenove manchas de cor, em forma de lágrimas. Essa direção das gotas varia com os diferentes desenhos, mesmo entre as versões clássicas.
Embaixo da Lua há dois cães e, mais atrás, duas torres. Alguns autores reconhecem um dos animais como cão e, o outro, como lobo.
Em primeiro plano, um lagostim (a maioria das descrições fala em “caranguejo”) encontra-se num tanque que, com suas bordas retas, parece construído; os dois cães têm a língua para fora, dando a entender que querem lamber as gotas. Do chão brotam várias plantas (ou apenas três, em algumas versões).
As duas torres parecem delimitar e proteger o espaço no qual se encontram os animais e o tanque.
A Lua está ao mesmo tempo cheia e crescente; dentro desta última figuração vê-se o perfil humano; os raios são de dois tamanhos. As dezenove lágrimas estão dispostas em forma de colar, numa fileira dupla e com a ponta para baixo.

Significados simbólicos
A inteligência instintiva, os ciclos vitais e emocionais.
Os elementos da natureza, o mundo em sua aparência, a luz refletida, as imagens, as formas materiais, as expressões simbólicas e as analogias.
Imaginação. Reflexão, reflexos e relances. Aparências. Ilusões. 
O momento de reavaliar a direção, de buscar inspiração no retorno à fonte.

Interpretações usuais na cartomancia
O mundo sensível, instintivo, vital. Experimentação, trabalho, penosa conquista da verdade. Instrução pela dor; trabalho cansativo, mas necessário.
Vidência passiva, receptividade, sensibilidade, lucidez.
Navegação, mudança. Inconstância, insegurança, medo. 
Irracionalidade, fantasias, penumbra.
  1. Mental: Em caso de negociações: mentira; em caso de trabalho pessoal: erro. Olhar superficial em todos os níveis.
  2. Emocional: Sentimentos conturbados ou em desordem, passionais, aparentemente sem saída. Ciúmes. Hipocondria. Ideias quiméricas.
  3. Físico: Obscurecimento. Agitação. Escândalo, difamação, denúncia, segredo que fica público.
  4. Saúde: pode significar desordens no sistema nervoso, o que pode tornar recomendável uma mudança de ambiente, para buscar lugares secos e com calor.
  5. Desafios e sombra: O instinto – causa de miragens – acentua seus efeitos pela situação ascendente do pântano. Estado de consciência confuso que permanece latente e sem se manifestar. Erros dos sentidos, falsas suposições. Embustes, enganos, decepção, desilusão.

Teorias equivocadas, falso saber, vidência histérica. Ameaça, chantagem.
Viagem inoportuna, caprichos. Caráter perturbado, neurótico.


Fonte: Clube do Tarô

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XVII

XVII - A Estrela


Depois de ser destruído e desestruturado, O Louco agora está sereno e tranquilo. A Estrela (17) mostra que apesar das decepções, depressão e perdas, o Louco ainda tem algo em seu coração: a esperança de um futuro melhor, que advém das experiências traumáticas do passado. Agora o Louco tem novamente fé em si mesmo e quer compartilhar com todos sua felicidade e sua paz. A Estrela anuncia promessas, que é uma experiência positiva para o Louco que passou pelo colapso de tudo o que acreditava ter valor em sua vida.

Texto: Isabella Batista


O Arcano da Esperança, do Crescimento e da Mãe do futuro
 
Uma mulher com um joelho apoiado no chão tem uma jarra em cada mão, derrama o conteúdo de uma delas numa superfície de água (rio ou lago) e, da outra, na terra. No céu há oito estrelas.
A mulher é jovem e está completamente nua; seus cabelos caem livremente sobre as suas costas e ombros. O joelho que está apoiado no chão é o esquerdo; a ponta do pé direito está em contato com a água. Representada ligeiramente de três quartos, seu olhar parece ignorar o trabalho que realiza. Do chão brota uma planta com três folhas e, um pouco mais atrás, dois arbustos diferentes se destacam contra um céu incolor; sobre o que se encontra à direita da mulher um pássaro negro de asas abertas parece estar pousado ou a ponto de levantar voo.
No céu podem ser vistas duas estrelas de sete pontas e cinco estrelas de oito pontas. Estão dispostas simetricamente em volta de uma estrela muito maior, que tem dezesseis pontas, oito amarelas e oito vermelhas.

Significados simbólicos
Esperança, confiança. Idealismo. Imortalidade. Plenitude. Beleza. Natureza.
O céu da alma. Influência moral da ideia sobre as formas.

Interpretações usuais na cartomancia
Pureza, entrega às influências naturais, sadias. Confiança no destino. Plenitude e sensibilidade poética, intuição. Bondade, espírito compassivo. Energia, convalescença.
  1. Mental: Alguém traz uma força para ser utilizada, mas não diretamente. É a inspiração do que deve ser feito.
  2. Emocional: Uma corrente de equilíbrio e de esplendor.
  3. Físico: A satisfação, o amor humano em toda a sua beleza; o destino dos sentimentos que animam o ser. Realização das coisas através da ordem e da harmonia.
  4. Desafios e sombra: Harmonia desviada de seu objetivo inicial; estabilidade física pouco duradoura; falta de atenção; descuido e displicência.
Falta de vergonha, despudor, leviandade. Falta de espontaneidade. Coações, moléstias. Natureza artificial e anti-higiênica.
Tendência para a evasão e para o romantismo exagerado. Falta de aptidão para a vida prática. Estreiteza de visão, doenças.
Em questões referentes à arte, esta carta fala do dom de encantamento, ou seja, o resplendor que atrai o próximo.

Fonte: Clube do Tarô

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XVI

XVI - A Casa de Deus

Para se libertar de seus próprios preconceitos, O Louco precisa de uma mudança brusca que é representada pela Casa de Deus (16). A Casa de Deus é o colapso dos velhos métodos. Dentre os Arcanos Maiores, ela é a única estrutura construída pelos seres humanos e representa as estruturas internas e externas que construímos para ocultar das outras pessoas nosso lado menos agradável. Ela mostra o ego que construímos e mesmo parecendo como uma proteção, ela é na verdade uma prisão. Em certo ponto o raio atinge e destrói a torre. Este raio é o discernimento e a consciência, e mesmos os maiores reis e rainhas são destronados. A Casa de Deus cairá de qualquer jeito, independente de nossa vontade e por uma força muito maior do que o orgulho humano.



O Arcano da Libertação e da Construção


O céu está coberto de esferas coloridas; dois homens caem de uma torre fulminada por um raio. A torre – localizada num terreno montanhoso, do qual brotam seis plantas verdes – tem três janelas azuis; a maior delas parece estar num andar mais alto que as outras. Não aparece a porta de entrada, na edição Grimaud.
Um raio com várias cores, linhas exuberantes, decapita o edifício, que é arrematado por quatro ameias. Sobre o fundo incolor do céu podemos contar 4 esferas na parte superior, 14 esferas à esquerda, 19 esferas à direita.
Um dos homens está caindo na frente da torre; do outro, mais atrás, vê-se apenas a parte superior do corpo. Os dois estão de perfil. No Tarô clássico, não aparecem tijolos ou pedras caindo sobre os homens, como se colocassem suas vidas em risco.
As pequenas manchas que se observam no chão, na frente da torre, não têm uma definição clara: podem ser pedras, líquido, pegadas.

Significados simbólicos
Rompimento das formas aprisionadoras, liberação para um novo início. Desafios dos momentos de transição.
Destruição da rigidez e das cristalizações desnecessárias. Abertura. Conhecimento.
Desmoronamento e queda. Quebra dos limites de segurança.

Interpretações usuais na cartomancia
Alterações, subversões, mudanças, debilidades. Libertação da alma aprisionada; quebras. Conhecimento súbito. Relances esclarecedores. Parto, crise saudável, transmutações.
Modificação traumática, separação repentina e inesperada. Perdas, insegurança. Desconfiança em si mesmo, inquietação provocada por negócios arriscados.
Benefício recebido devido aos erros de outras pessoas. 
Austeridade, uma tendência à timidez. Temperamento piedoso, religiosidade prática que não deprecia o material.
  1. Mental: Indica o perigo que pode haver em insistir numa certa direção, em manter uma ideia fixa. Advertência para evitar tropeços e precipitações que poderão aniquilar os planos em andamento.
  2. Emocional: Domínio sobre os seres, mas sem caridade nem amor, já que se exerce com despotismo. Tarde ou cedo, sofrerá uma rejeição afetiva.
  3. Físico: Projeto brutalmente abortado. Sinal ou anúncios que não foram levados em conta; deve-se buscar cautela nas atividades e negócios. A chama que decapita a torre pode ser interpretada, no entanto, como uma liberação.
  4. Saúde: não passar os limites das forças vitais, já que uma enfermidade espreita. Se há alguma enfermidade, indica o restabelecimento após um período penoso.
  5. Desafios e sombra: Cataclismo, confusão. Enfermidade. Falta castigada, catástrofe produzida por imprudência. Maternidade clandestina. Escândalo, hipocrisia desmascarada. Excesso, abuso. Presunção, orgulho. Empreendimentos utópicos.
Fonte: Clube do Tarô

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domingo, 6 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XV

XV - O Diabo


Mas O Louco não quer permanecer estagnado. Ele quer entender e desvendar cada parte do seu Eu. E isso o leva para O Diabo (15). Aqui O Louco se vê preso no mundo material e ele descobre sua natureza compulsiva e seus impulsos. O Louco deve aprender a lidar humildemente com seus aspectos interiores, até mesmo os que ele mais sente vergonha. A principio ele não compreende direito sua parte “animal” e procura ser “superior” a ela, transferindo toda sua frustração para outra pessoa, que o leva a preconceito, inveja e perseguição de indivíduos que ele julga serem maus, mas que na realidade é uma expressão do seu próprio medo e seus impulsos. O Louco nunca vai alcançar a sua liberdade se não reconhecer sua própria escravidão. Ele deve enfrentar sua própria escuridão e se aceitar, para se tornar o que sempre foi: simplesmente natural.


O Arcano da Contra-inspiração e da Sedução


Três personagens estão representados de pé. No meio, sobre um pedestal vermelho em forma de cálice, um hermafrodita com asas e chifres. Abaixo, duas figuras, uma delas feminina e a outra masculina, pequenas e dotadas de atributos animais; estão presas, por uma corda que lhes passa ao pescoço, a um aro que se encontra no centro do pedestal.
O personagem central está totalmente marcado pela dubiedade: despido, veste apenas cintos vermelhos que parecem segurar seios e genitais postiços; tem na cabeça uma curiosa touca amarela, da qual sobem dois chifres de veado; duas asas amarelas (ou azuis, na ed. Grimaud), de formato semelhante à dos morcegos, brotam das suas costas. Tudo indica que o personagem é do sexo masculino, mas seus seios estão desenvolvidos como os de uma mulher. Uma face se inscreve em seu ventre e, nos joelhos, dois olhos. Suas mãos e pés apresentam características simiescas; a mão direita, erguida, mostra o dorso; a esquerda segura a haste de uma tocha.
O par acorrentado é visto de três quartos. Estão completamente nus, mas têm uma touca vermelha da qual sobem chifres negros. Os dois têm rabo, patas e orelhas de animal; escondem as mãos atrás das costas e ficamos sem saber se estão atadas ou não.
No nível em que os dois personagem menores se encontram, o chão é preto, mas na altura do pedestal torna-se azul (ou vermelho) com listras variadas. O fundo é incolor.

Significados simbólicos
As provas e provações. As tentações e seduções. 
Magias. Desordem. Paixão. Luxúria. Dependência.
Intercâmbio, eloquência, mistério, força emocional.

Interpretações usuais na cartomancia
Paixões indomáveis. Atração sexual. Ação mágica, magnetismo. Capacidade milagreira. Poder oculto, exercício de influências misteriosas.
Proteção contra as forças obscuras e os encantamentos.
  1. Mental: Grande atividade, mas totalmente egoísta e sem qualquer preocupação pela justiça.
  2. Emocional: Pluralidade, diversidade, avidez, inconstância. Busca em todas as direções para atrair tudo. Sem a menor preocupação com o próximo. Libertinagem.
  3. Físico: Grande irradiação neste plano, em particular no domínio material e nas realizações concretas. Poderosa influência sobre os outros. Forte atração pelo poder material. Tem, contudo, uma deficiência: todo o sucesso que promete tende a ser obtido por vias censuráveis. Desta forma a fortuna será alcançada e os delitos têm grande probabilidade de permanecerem impunes. Inclui também a punição: de acordo com a sua relação com as outras cartas, pode significar que os sucessos serão efêmeros e que o castigo virá na sequência.
  4. Saúde: Instabilidade nervosa, transtornos psíquicos; aparição de enfermidades hereditárias.
  5. Desafios e sombra: A ação parte de uma base má e seus efeitos podem ser calamitosos. Desordem, inversão de planos, coisas obstruídas. Do ponto de vista da saúde: ampliação do mal, complicações. Disfunção. Superexcitação, sensualidade. Ignorância, intriga. Emprego de meios ilícitos. Enfeitiçamento, fascinação repentina, escravidão e dependência dos sentidos. Debilidade, egoísmo.
Fonte: Clube do Tarô

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sábado, 5 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XIV

XIV - A Temperança

Na sua nova fase O Louco irá passar pela sua última lição moral: A Temperança (14). Nela O Louco deve aprender algo totalmente necessário para sua nova fase de vida: o equilíbrio e estabilidade. Ele agora está equilibrado, pois passou pelos extremos de sua vida até agora. Agora ele tem a paz interior.




O Arcano da Inspiração e da Alquimia

Um anjo com rosto feminino derrama o conteúdo de um vaso em outro. O personagem é visto de frente, com o rosto ligeiramente inclinado para a esquerda e para baixo, e o tronco voltado na mesma posição.
Sua vestimenta tem várias cores: azul, de cada lado do corpete, e na metade esquerda da saia; vermelho, nas mangas e na outra parte da saia. As asas são azuis (ou cor de pele, na edição Grimaud). Os pés permanecem ocultos pelas pregas da saia.
A flor no topo da cabeça, o botão amarelo no meio do peito (ou um panejamento dourado, em outras versões), salientam chacras ativos do personagem.
Três linhas onduladas unem os vasos que o anjo segura; o líquido derramado pode representar as energias em transmutação.
Na edição Camoin , a barra do vestido, em amarelo, representaria serpentes entrelaçadas, sob controle do anjo, aos seus pés. Ou seja, representa seu vínculo com a circulação das energias em diferentes níveis de manifestação.

Significados simbólicos
A elaboração cuidadosa das polaridades. A transmutação dos elementos e a alquimia.
Renovação da vida, abertura às influências celestes, circulação, adaptação, flexibilidade.
Serenidade. Harmonia. Equilíbrio.

Interpretações usuais na cartomancia
Tolerância, paciência, praticidade, felicidade. Aceitação dos acontecimentos, flexibilidade para adaptar-se às circunstâncias. Educação, trato social. Caráter elástico para enfrentar as transformações. Temperamento descuidado.
  1. Mental: Espírito de conciliação, ausência de paixões no julgamento; dá o sentido profundo às coisas, na medida em que representa um princípio eterno de moderação. Exclui a rigidez, o emperramento. Corresponde à disposição de flexibilidade e de maleabilidade.
  2. Emocional: Os seres se reconhecem e se encontram por suas afinidades. Sob a influência desta carta são felizes, mas não evoluem e não conseguirão se livrar um do outro.
  3. Físico: Conciliação nos negócios, atividades e empreendimentos. Dá estímulo para pesar os prós e contras, encontrar a maneira de estabelecer um compromisso, mas sem preocupações se o empreendimento será ou não coroado de êxito. Reflexão, decisão que não pode ser tomada de imediato. Do ponto de vista da saúde: enfermidade difícil de curar, porque se alimenta de si mesma.
  4. Desafios e sombra: Desordem, discordâncias. Indiferença. Falta de personalidade, passividade. Inconstância, humor irregular, desequilíbrio. Tendência a se deixar levar pela corrente, submissão à moda e aos preconceitos. Resultados não conformes às aspirações. Derramamento, saída, fluxo involuntário. As coisas seguem o seu curso.

Fonte: Clube do Tarô

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