quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A Jornada do Louco XVIII

XVIII - A Lua


A única coisa que atrapalha esta paz que O Louco está sentindo neste momento é a sua vulnerabilidade às ilusões da Lua (18). O Louco ainda está sujeito a fantasias e ilusões de sua mente, tendo uma falsa sensação de verdade. Mas a Lua também pode levar o Louco para as profundezas de seu inconsciente, despertando sua criatividade e sonhos. Esse reino de mistérios já foi encontrado antes em duas cartas: A Sacerdotisa e A Roda da Fortuna. Na Sacerdotisa o Louco tomou consciência de suas intuições e profundezas pessoais. Na Roda ele conheceu o poder do Destino por intermédio de mudanças bruscas que revelaram uma lei “invisível” ou um padrão interior. Na Lua ele encontra o oceano da grande coletividade do inconsciente, do qual a vida emergiu. Assim, o Louco aguarda seu renascimento nas águas do útero maior, consciente de que a seu caminho de desenvolvimento pessoal é uma pequena fração de uma vida ampla e desconhecida.

Texto: Isabella Batista

O Arcano da inteligência instintiva, dos ciclos vitais
 
A Lua parece atrair (ao contrário do Sol) dezenove manchas de cor, em forma de lágrimas. Essa direção das gotas varia com os diferentes desenhos, mesmo entre as versões clássicas.
Embaixo da Lua há dois cães e, mais atrás, duas torres. Alguns autores reconhecem um dos animais como cão e, o outro, como lobo.
Em primeiro plano, um lagostim (a maioria das descrições fala em “caranguejo”) encontra-se num tanque que, com suas bordas retas, parece construído; os dois cães têm a língua para fora, dando a entender que querem lamber as gotas. Do chão brotam várias plantas (ou apenas três, em algumas versões).
As duas torres parecem delimitar e proteger o espaço no qual se encontram os animais e o tanque.
A Lua está ao mesmo tempo cheia e crescente; dentro desta última figuração vê-se o perfil humano; os raios são de dois tamanhos. As dezenove lágrimas estão dispostas em forma de colar, numa fileira dupla e com a ponta para baixo.

Significados simbólicos
A inteligência instintiva, os ciclos vitais e emocionais.
Os elementos da natureza, o mundo em sua aparência, a luz refletida, as imagens, as formas materiais, as expressões simbólicas e as analogias.
Imaginação. Reflexão, reflexos e relances. Aparências. Ilusões. 
O momento de reavaliar a direção, de buscar inspiração no retorno à fonte.

Interpretações usuais na cartomancia
O mundo sensível, instintivo, vital. Experimentação, trabalho, penosa conquista da verdade. Instrução pela dor; trabalho cansativo, mas necessário.
Vidência passiva, receptividade, sensibilidade, lucidez.
Navegação, mudança. Inconstância, insegurança, medo. 
Irracionalidade, fantasias, penumbra.
  1. Mental: Em caso de negociações: mentira; em caso de trabalho pessoal: erro. Olhar superficial em todos os níveis.
  2. Emocional: Sentimentos conturbados ou em desordem, passionais, aparentemente sem saída. Ciúmes. Hipocondria. Ideias quiméricas.
  3. Físico: Obscurecimento. Agitação. Escândalo, difamação, denúncia, segredo que fica público.
  4. Saúde: pode significar desordens no sistema nervoso, o que pode tornar recomendável uma mudança de ambiente, para buscar lugares secos e com calor.
  5. Desafios e sombra: O instinto – causa de miragens – acentua seus efeitos pela situação ascendente do pântano. Estado de consciência confuso que permanece latente e sem se manifestar. Erros dos sentidos, falsas suposições. Embustes, enganos, decepção, desilusão.

Teorias equivocadas, falso saber, vidência histérica. Ameaça, chantagem.
Viagem inoportuna, caprichos. Caráter perturbado, neurótico.


Fonte: Clube do Tarô

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